A luz evanescente não me deixa ver o caminho
e minha lembrança traiçoeira, como sempre foi,
foge, foge como um inseto arisco.
Sentado a luz das velas
as letras do jornal parecem indecifráveis
e da política de ontem não me lembro hoje,
e os discursos mentirosos são afastados com uma alavanca poderosa.
Estando bem eu, não me importarei com os outros,
confortável permanecerei.
Quando menos esperar o mundo cairá sobre nós,
e o culpado na calada permanecerá, como sempre esteve.
Povo covarde!
não se interessa,
finge não entender ou prefere estar na ignorância.
As velas agora estão escassas,
e abafadas são pela podridão de palavras mentirosas.
E as palavras verdadeiras não são ditas,
e tão pouco feitas,
a lama começa a inundar
arrasta, destrói.
Mas eu, nada farei,
Afinal, tudo acaba em pizza !