domingo, 13 de março de 2011

Vida minha

Da minha vida faço um livro sem páginas,
sem letras aparentes , sem rumo, sem começo, sem meio,
porque fim  todos temos.

Da minha vida de alegrias e tristezas
ilusões e razões que sempre se batem na encruzilhada
quando quero me expor de forma sã

Da minha vida que tudo levo
que nada tenho, que sempre almejo
e nem sempre alcanço

Da minha vida que Deus ampara
e ilumina do altos céus
para me inundar de esperanças

Da minha vida que as vezes se cansa
que sempre desanda
mas o bom... é que ainda vejo a luz no fim do túnel.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Alucinações Lúcidas

Ah sonho meu, porque foges de mim?
Sem nem ao menos deixar marcas
Que tragam esperanças.

Mas de todo me entrego
Atiro-me, sem desconfianças
Nem prévias (afinal são inúteis)
As circunstâncias são sempre passageiras.

Então um feixe luz de certo me atinge
Os céus sobre mim se abrem
Inunda-me, invade-me.

De certezas agora estou plena
Mesmo as incertezas são certas
Mas destas...
Só Deus poderá tirar conclusões.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lembranças

Apenas um retrato velho.
A imagem já disforme e amarelada
E moldura enferrujada,
No meio das muambas esquecidas.

Teu rosto não me remete à nenhum afeto
Somente mágoa escorre pelo meu rosto
E os meus olhos so veem sobra em tua face
Ah! Como tudo em ti é fosco.

Um estranho que aparece repentinamente
Será que minha casa está em sua rota de destino?
Mas logo se vai, distante...
Sem deixar rastros, somente marcas pronfundas

Onde será este lugar?
É tão longe, acho que não existe
Tudo feito de papel (neste mundo meu só)
Rabiscados por autores sem nome

Apenas de uma certeza me cerco
De pura mentira tu és feito
Se é que existe tua vida
Se é que a vida exista.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Múrmurio

Em meio a tantas prosas de meia boca, sigo
Já desinteressado por esse riacho sem peixe grande
Me contento com coisas tão pequenas faz tempo
Desde que me entendo por gente
Sou prova viva dessa lamúria.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fugitiva

Jogo no espaço, no raio, no laço
na fresta, na aresta
que já quase se fecha
Essa aflição que mim alfineta.

Amarro meu sapato
Caminho, corro
Rua, estrada e viela
Casa , nuvem e além.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Desapego

Viver a vida em puro extase 
Contínuo e inacabado
Andar sem destino 
Falar sem objetivo
Sem convecer, nem ser convencido
Chorar sem um verdadeiro motivo
Sentir as lágrimas quentes a escorrer pelo rosto
Sentir o sorriso que desabrocha sem explicação
Sentir os passos no chão
Ser subjetivo
Ser além do real
Ser água, ponte
Mar aberto e terra firme.

'

Escrevo não pela criatividade, Deus sabe como esta me falta e se perde com tanta facilidade. Escrevo pelas minhas mãos ansiosas que se expressam involuntariamente, em convulsão, pela mente vonlutariosa que se abre inebriada e leve logo após regurgitar palavras mil que nem sempre fazem sentido literário, mas é como puro desabafo de um ser preso em seu próprio corpo, por barreiras um tanto invisíveis, com tamanhas regras a seguir e tantos medos gigantes a assombrar, é o desabafo do pássaro em uma gaiola que sonha com a liberdade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Obstáculo



Sair deste mundo que insiste em me fazer engolir

Realidade pura e amarga

Penetrar numa imensidão de sonhos que jamais vividos

E em demasia saciar estes sentimentos de loucura que sufocam


Entorpecer de sentimentos que não pereçam

Desculpando a própria culpa que corrói o âmago.

 Fogo abrasador, desatina o mais racional dos seres,

Num amiúde borboletear a provocar vertigens.


Nada serei, nada viverei,

A criação dos próprios sentimentos em carne.

Ilusionismo, a face de um erro.

Obsta o percorrer da vida, um rio intermitente.





Daniela Caroline

Quem te conhece, não esquece


Sou filha dessa terra
de tantos mares de morro
de horizontes tão belos
que emolduram o céu infinito

Sou filha dessa terra
de construções antigas, barrocas
de construções modernas,
tecnologias a todo vapor!

Sou filha dessa terra
de velhas marias-fumaça
que tem cheiro de cerrado
e gosto de pão de queijo

Sou filha dessa terra
de raízes profundas
de boa gente
que se agrada de uma boa prosa

Sou filha dessa terra
filha da capital
de bares em cada esquina
e comida boa

Sou filha dessa terra
Sou de MInas, Uai!
Com muito orgulho
Com muito amor!

Estações da vida



Consciente da própria incoerência
Caminharei sobre as folhas de Outono
Murchas e secas
como quem sobre elas caminha

Passarei por este inverno
Claro, mas rigoroso
Gélido para a própria alma

Com um fio de esperança
ainda permaneço a espera da primavera.
Que ela traga novamente as cores
e os ares de outrora

Mas o verão para mim
é fruto de minha ínfima imaginação
não tem forma
é distante
quanto um barco indo em direção ao horizonte.